As vezes me bate uma melancolia que eu nem sei de onde vem. Talvez seja saudade, talvez indiferença, talvez medo de algo que não se revelou ainda, talvez simplesmente preguiça. Só sei que ela vem, me deixa assim, e pronto. Se aloja. Parei para pensar no passado esses dias. Passado recente, nada tão distante que deixe lacunas em meu pensamento, passado de ontem, antes de ontem, de poucos anos. Das pessoas que se aproximam, que se vão, outras que fiz irem, e do bem que elas fazem quando vem, e quando vão. Cada um é parte de um momento, ninguém é parte do todo. Cumprem sua função de divertir, de ensinar, ou de ser figurantes, apenas. Mas cumprem alguma função. Algumas deixam alegrias, outras se tornam presentes, outras deixam amarguras, e algumas uma enorme sensação de alegria quando se vão. Pra longe, preferencialmente. Quem fica de verdade, não vai a lugar algum. Nem na esquina dos contratempos, nem na casa das dúvidas, fica e ponto final. Muito louco isso da vida ser como vento, que traz a poeira mas leva a terra solta que não serve pra plantar nada. É tanta gente que vem e vai, que alguns não dá tempo sequer de conhecer. E tudo isso valendo para nós também, enquanto na vida das pessoas. Tudo sempre girando, as vezes sem tempo pro cumprimento, quanto mais pro conhecimento e reconhecimento. E é sempre nesses momentos que paro pra pensar em algo, que a melancolia vem. Vai embora logo, também, porque a vida não suporta ninguém parado pensando na vida. A propósito, meu tempo de devaneio acabou, tenho que ir cuidar da vida. Pelo menos até o próximo suspiro,lembrando de alguém que veio, e nem compensou o tempo que esteve ao lado, só se fazendo notar, talvez, pelo tão pouco que vale. É, é melhor eu ir...
domingo, 1 de fevereiro de 2009
MELANCOLIA...
As vezes me bate uma melancolia que eu nem sei de onde vem. Talvez seja saudade, talvez indiferença, talvez medo de algo que não se revelou ainda, talvez simplesmente preguiça. Só sei que ela vem, me deixa assim, e pronto. Se aloja. Parei para pensar no passado esses dias. Passado recente, nada tão distante que deixe lacunas em meu pensamento, passado de ontem, antes de ontem, de poucos anos. Das pessoas que se aproximam, que se vão, outras que fiz irem, e do bem que elas fazem quando vem, e quando vão. Cada um é parte de um momento, ninguém é parte do todo. Cumprem sua função de divertir, de ensinar, ou de ser figurantes, apenas. Mas cumprem alguma função. Algumas deixam alegrias, outras se tornam presentes, outras deixam amarguras, e algumas uma enorme sensação de alegria quando se vão. Pra longe, preferencialmente. Quem fica de verdade, não vai a lugar algum. Nem na esquina dos contratempos, nem na casa das dúvidas, fica e ponto final. Muito louco isso da vida ser como vento, que traz a poeira mas leva a terra solta que não serve pra plantar nada. É tanta gente que vem e vai, que alguns não dá tempo sequer de conhecer. E tudo isso valendo para nós também, enquanto na vida das pessoas. Tudo sempre girando, as vezes sem tempo pro cumprimento, quanto mais pro conhecimento e reconhecimento. E é sempre nesses momentos que paro pra pensar em algo, que a melancolia vem. Vai embora logo, também, porque a vida não suporta ninguém parado pensando na vida. A propósito, meu tempo de devaneio acabou, tenho que ir cuidar da vida. Pelo menos até o próximo suspiro,lembrando de alguém que veio, e nem compensou o tempo que esteve ao lado, só se fazendo notar, talvez, pelo tão pouco que vale. É, é melhor eu ir...
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