
Não se pode esperar que ninguém seja igual a nós. Nem que nós sejamos iguais a ninguém, embora até tentemos nos esboçar e nos espelhar em alguém. Acho que o mundo se encarrega de lapidar cada pessoa segundo sua essência, sua criação, seus sonhos e seus conceitos, salvo quem não tem nenhum.O importante é encontrar seus pares, seus iguais ou complementos, e assim continuar evoluindo nos pensamentos, modos e convicções. Como nem todo par quer dizer igual mas na mesma vibração, o engano é comum, o que também faz parte. O problema todo é quando você começa a se preocupar com o outro, por ser amigo ou alguém chegado. Como não há igualdade plena de atitudes e pensamentos, uma hora a convergência vem. E há momentos onde simplesmente é necessário abrir mão dos conceitos, do sentimento de cuidado e conselhos, e deixar o mundo fazer sua parte. Esperar ou não, a partir daí, é uma opção sua. O maior exemplo de que as coisas precisam fluir por si só, é o tempo: queira você ou não, os segundos, minutos, horas e dias continuam passando normalmente, independentes de suas dúvidas, seus problemas. O que garante: o problema é seu, se seu for... e do outro, se dele for. O que conta a partir disso, é onde seu problema atinge o outro, e onde o problema dele lhe atinge. Aí sim, você julga o que fazer: deixa a pessoa ir e fica olhando, ou se deixa ir e vira na direção de outro par que precise de companhia pra ouvir, falar, dividir, rir, chorar ou simplesmente ser amigo. Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é... E que se encarregue do fardo e do gozo disso. Ouvindo Caetano, ou não... E nunca necessariamente nessa mesma ordem.
