quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

O TEMPO...


As vezes ele é duro, impiedoso, faz-se difícil e não perdoa, as vezes é calmo, tranquilo, traz saudade, requer admiração. As vezes castiga, é lição ou ensino que nem todos aprendem, chicoteia, faz sofrer, doer, sem perdão sequer. Mas as vezes marca a vida de forma serena, prospera, dá cria, enreda o destino de vez, faz sonhar. O tempo não para, mesmo que se durma ou tente não lembrar de sua existência. O tempo anota tudo nas folhas que derruba, e mesmo que a memória fique ali escondida e acabe esquecida...o tempo não. Ele é uma cicatriz única, que nunca fecha, só aumenta, um chão onde tudo dá, seja bom ou ruim, e cada vida, por mais insignificante, faz parte dele e consequentemente tem seu tempo. Não há tempo novo nem tempo velho, há tempo vivido e tempo a ser vivido, se assim os deuses quiserem. Tomara que esse tempo a ser vivido seja bom. Merecemos, como lição, aprimoramento, ou recompensa. Para todos nós, passíveis de erros de atitudes ou de julgamentos, ou simplesmente por inocência...

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