quarta-feira, 31 de outubro de 2007

A LIRA DO DIABO VERSUS AS TROMBETAS DOS ANJOS


Nada melhor que falar de pecados, preconceitos e dogmas criados para o homem, por homens, e quebrados e gerados por eles mesmos. Não me assusta padres que mantém casos. Muito menos os casos homossexuais. Não me assusta os roubos da igreja, muito menos os em nome da paz prometida por deus, e entenda-se paz de espírito. Tampouco me assusta os sustos que a população diz levar por coisas que se tornaram tão banais e comuns no dia a dia. O ser humano se encontra perto do mais alto estágio da falta de respeito ao próximo, a deus, e principalmente a si mesmo. O "aproveitar a vida" justifica qualquer erro ou falta de caráter hoje em dia, e a frase" a vida é uma só" nunca foi tão usada para justificar erros e safadezas. Se em alguma época de inquisição não tão santa deus conseguiu fazer com que o juízo fosse algo a ser levado em conta, perde-lo está mais em moda que marombar-se em academias para que a masturbação mental seja plena e absoluta, e com ela a confiança da conquista da outra parte. Já foi o tempo que o caráter, a cabeça, a criação familiar e a fé eram levadas em conta. O mundo se perdeu nas mãos de quem veio povoa-lo racionalmente, simplesmente porque a razão é algo que não mais existe. A evolução dos dias traz para a fé a necessidade de uma evolução de esclarecimentos, de alargamentos de dogmas, até concordo, visto que o mundo nem deve acreditar em tanta penitência e castigos. O amor como forma de afeto, divisão e compartilhamento deu lugar ao capricho da quantidade e leviandade, e se deus era algo a se temer simplesmente porque enquanto pai queria a alegria, hoje ele nao deixou de existir, mas disputa friamente sua posição com o diabo, o pai dos prazeres, que permite tudo e cobra em silêncio, e sempre mais tarde. O pecado já deixou de ser pecado. Já virou alegria, festa, diversão, felicidade. E pecado é tudo aquilo que fere, machuca, seja a pessoa, ou ao outro lado. Mas quem pensa no outro lado? Quem pensa além do divertir-se? Não há mais mea-culpa.. A culpa é sempre de quem se deixou envolver, a culpa é sempre da maldita vida difícil que nos impele à descontração e momentos de relaxamento, como se houvesse qualquer justificativa pro que agride. Mas agride. E o que agride, avisa também que é hora de regredir. Os mesmos escolhidos para propagarem a fé são os que ensinam que errar é humano, esquecendo-se que deveriam estar no papel de divinizados, e com isso as nuvens deixam de ser de algodão, é são de fumaça de enxofre. Nunca... Nunca o ser humano se fiou em tão pouco. Nunca depositou seus sonhos em possibilidades tão pequenas, nunca se contentou com tão pouco, ou acreditou que no futuro terá tempo de consertar tudo. Não há culpados dentro da igreja, nem fora dela. Simplesmente porque a igreja deixou de existir há tempos. Nós somos a igreja, nós somos a fé. Portanto, o pecado da carne a fez deixar de existir, ao mesmo tempo que deixamos de ser templo. Que deus, enquanto fada que morre quando alguém deixa de acreditar nela, possa ressuscitar ao suspiro de fé de quem crê que algo lá encima faz as estrelas brilharem. Venerem a carne, e a amaciem em vida para os vermes que a comerão em morte. E aí, só deus que saberá... Isso se ele não estiver fazendo seres melhores, para algum outro planeta ainda em criação...

E o diabo ri....

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